Flávio Bolsonaro, no debate da Band (18/10/2026), às 21h57
“vai acabar esse prende e solta”
Ver no vídeo (21:57:18)Veredito
Verdadeiro no essencial, mas impreciso ou sem um contexto que não muda o sentido principal.
O que a checagem encontrou
Há base real para o 'prende e solta': 41% das audiências de custódia de 2015 a fevereiro de 2024 terminaram em liberdade provisória (CNJ). Mas a maioria (59%) fica presa, no roubo foram 86,8% de preventivas (CNJ/FBSP), e quem decide é o Judiciário. Lula já sancionou a Lei 15.272/2025, que manda o juiz pesar a violência e uma soltura anterior em custódia, e a Lei 15.397/2026, com pena mínima de 8 anos para roubo de celular.
O que foi checado
Flávio dá a entender que hoje existe no Brasil um 'prende e solta': criminosos, como ladrões de celular, são presos e logo soltos.
As 3 fontes
Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.
Fonte 1 · Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Boletim Audiências de Custódia nº 1 (dados até fev/2024) 05/09/2024 · dado oficial“Do total das audiências de custódia registradas no sistema, a maior parte (59%) resultou em conversão do flagrante para prisão preventiva, enquanto 41% das audiências tiveram como resultado a concessão da liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares diversas da prisão.”
Fonte 2 · Planalto
Lei nº 15.272, de 26 de novembro de 2025 (altera o CPP: conversão do flagrante em preventiva) 26/11/2025 · lei“§ 5º São circunstâncias que, sem prejuízo de outras, recomendam a conversão da prisão em flagrante em preventiva: [...] II – ter a infração penal sido praticada com violência ou grave ameaça contra a pessoa; III – ter o agente já sido liberado em prévia audiência de custódia por outra infração penal, salvo se por ela tiver sido absolvido posteriormente;”
Fonte 3 · Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Audiência de custódia: tipo de crime e violência pesam em decisões 11/01/2018 · documento oficial“Na amostra, 54% dos presos em flagrante tiveram a prisão convertida em preventiva. A tipificação do delito chegou a pesar mais para manter a detenção do que a violência praticada. Na análise, 86,8% das detenções por roubo transformaram-se em prisões preventivas”