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@lulamemesoficial

Flávio Bolsonaro, no debate da Band (18/10/2026), às 20h58

“ele está deixando o Brasil muito endividado”

Ver no vídeo (20:58:46) (abre em nova aba)

Veredito

FATO

Verdadeiro no essencial.

O que a checagem encontrou

No contexto ("o trabalho não vai ser fácil porque ele está deixando o Brasil muito endividado"), a fala trata da dívida pública. A afirmação checada representa bem a fala. A dívida bruta passou de 71,7% do PIB (R$ 7,2 tri) em dez/2022 para 82,9% (R$ 11,1 tri) em ago/2026, maior nível desde mar/2021. A líquida foi de 56,1% para 69,3% do PIB (BC). Contexto que não muda o sentido: a alta veio principalmente dos juros, e o pico foi de 87,7% em out/2020.

O que foi checado

Flávio afirma que o governo Lula está deixando o Brasil muito endividado (aumento forte da dívida pública).

As 3 fontes

Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.

  1. Fonte 1 · Banco Central do Brasil

    Tabelas especiais de estatísticas fiscais: Dívida líquida e bruta do governo geral (% PIB e R$ milhões), metodologia a partir de 2008 (abre em nova aba) 30/09/2026 · dado oficial
    “Aba "% PIB", linha "Dívida bruta do governo geral2/(C=D+E)": 2022 Dezembro = 71,68; 2026 Agosto = 82,86 (pico: 2020 Outubro = 87,66). Linha "Dívida líquida do setor público (A= B+K+L)": 2022 Dezembro = 56,13; 2026 Agosto = 69,26. Aba "R$ milhões", DBGG: 2022 Dezembro = 7.224.882; 2026 Agosto = 11.054.954 (valores das células, arredondados)”
  2. Fonte 2 · Banco Central do Brasil

    Estatísticas fiscais – Nota para a Imprensa (dados de agosto de 2026) (abre em nova aba) 30/09/2026 · documento oficial
    “A DLSP atingiu 69,3% do PIB (R$9,2 trilhões) em agosto [...] A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 82,9% do PIB (R$11,1 trilhões) em agosto de 2026, aumento de 0,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. [...] No ano, o aumento de 4,2 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (6,5 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,5 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-3,6 p.p.)”
  3. Fonte 3 · Folha de S.Paulo (Folhapress, republicado pelo Diário do Comércio)

    Dívida bruta do Brasil atinge 82,9% do PIB em agosto, maior nível em cinco anos, mostra BC (abre em nova aba) 30/09/2026 · veículo de imprensa
    “No terceiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta subiu mais de 11 pontos percentuais. Em dezembro de 2022, o indicador estava em 71,68% do PIB. Neste ano, o avanço acumulado do indicador de endividamento é de 4,2 pontos percentuais. O crescimento do endividamento foi influenciado, sobretudo, pelos gastos com juros.”