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@lulamemesoficial

Flávio Bolsonaro, no debate da Globo (23/10), às 23h40

O sítio de Atibaia, com o pedalinho com o nome dos seus netos, estava no nome da Odebrecht também.

Palavras exatas, às 23h40

“Tava no nome da Odebrecht também.”

Veredito

MENTIRA PARCIAL

Tem parte verdadeira, mas o ponto central está errado, exagerado ou fora de contexto de um jeito que muda o sentido.

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O que a checagem encontrou

O sítio de Atibaia não estava em nome da Odebrecht: estava registrado em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Lulinha (Folha). A acusação da Lava Jato era de que Odebrecht e OAS pagaram obras no sítio como propina. A condenação de Lula foi anulada pelo STF em 2021, e depois a Justiça Federal rejeitou a nova denúncia e declarou extinta a punibilidade (Gazeta do Povo).

A análise completa

Flávio afirma que o sítio de Atibaia (ou o pedalinho) estava em nome da Odebrecht. Pela fala, não dá para saber com certeza a que bem ele se refere. Nas palavras dele: “Tava no nome da Odebrecht também”. O sítio de Atibaia não estava em nome da Odebrecht: estava registrado em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Lulinha (Folha). A acusação da Lava Jato era de que Odebrecht e OAS pagaram obras no sítio como propina. A condenação de Lula foi anulada pelo STF em 2021, e depois a Justiça Federal rejeitou a nova denúncia e declarou extinta a punibilidade (Gazeta do Povo). O que mostram as fontes: Folha de S.Paulo (24/08/2021): “Na época em que o petista e familiares visitavam o local, o sítio estava registrado em nome de Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo de Lula, e do empresário Jonas Suassuna. Ambos eram sócios de Fábio Luís, filho de Lula conhecido como Lulinha.”. Gazeta do Povo (25/08/2021): “Lula era acusado de ter recebido propina das construtoras OAS e Odebrecht por meio de obras e benfeitorias no sítio, que ele utilizava. Em troca, as empresas seriam beneficiadas em contratos públicos.”. O Globo (22/05/2017): “O sítio está em nome de Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho, que não foi denunciado pelo Ministério Público Federal.”.

O que foi checado

Flávio afirma que o sítio de Atibaia (ou o pedalinho) estava em nome da Odebrecht. Pela fala, não dá para saber com certeza a que bem ele se refere.

As 3 fontes

Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.

  1. Fonte 1 · Folha de S.Paulo

    Por que Odebrecht e OAS bancaram reforma em sítio usado por Lula? Rejeição de denúncia deixa tema sem respostas (abre em nova aba) 24/08/2021 · imprensa
    “Na época em que o petista e familiares visitavam o local, o sítio estava registrado em nome de Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo de Lula, e do empresário Jonas Suassuna. Ambos eram sócios de Fábio Luís, filho de Lula conhecido como Lulinha.”
  2. Fonte 2 · Gazeta do Povo

    As 29 provas contra Lula descartadas pela Justiça no caso do sítio de Atibaia (abre em nova aba) 25/08/2021 · imprensa
    “Lula era acusado de ter recebido propina das construtoras OAS e Odebrecht por meio de obras e benfeitorias no sítio, que ele utilizava. Em troca, as empresas seriam beneficiadas em contratos públicos.”
  3. Fonte 3 · O Globo

    Força tarefa da Lava-Jato denuncia Lula por obras no sítio de Atibaia (abre em nova aba) 22/05/2017 · imprensa
    “O sítio está em nome de Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho, que não foi denunciado pelo Ministério Público Federal.”

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