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Flávio Bolsonaro, no debate da Globo (23/10), às 22h44

Hoje você não consegue mais comprar, e comigo vai poder comprar de novo.

Palavras exatas, às 22h44

“Dessa forma, você vai poder comprar de novo.”

Veredito

MENTIRA PARCIAL

Tem parte verdadeira, mas o ponto central está errado, exagerado ou fora de contexto de um jeito que muda o sentido.

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O que a checagem encontrou

O mínimo compra mais cesta hoje do que em 2022. Em São Paulo, a cesta levava 66,96% do mínimo líquido em set/2022 e 61,52% em set/2026 (DIEESE). É verdade que a cesta subiu em 12 meses nas 27 capitais, de 2,61% a 15,14%.

A análise completa

Flávio dá a entender que, no governo Lula, as pessoas endividadas não conseguem mais fazer compras como antes, sugerindo perda do poder de compra. Nas palavras dele: “Dessa forma, você vai poder comprar de novo”. O mínimo compra mais cesta hoje do que em 2022. Em São Paulo, a cesta levava 66,96% do mínimo líquido em set/2022 e 61,52% em set/2026 (DIEESE). É verdade que a cesta subiu em 12 meses nas 27 capitais, de 2,61% a 15,14%. O que mostram as fontes: DIEESE/Conab (09/10/2026): “o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas, em setembro de 2026, 50,21% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos. Em agosto, o percentual comprometido foi de 48,46% da renda líquida e, em setembro de 2025, ficou em 49,09%. | Tabela 1: São Paulo 922,51 2,43 61,52 125h12m 9,05 9,53 | A comparação dos valores da cesta, entre setembro de 2025 e setembro de 2026, mostrou que o custo foi maior em todas as capitais pesquisadas, com variações entre 2,61%, em Boa Vista, e 15,14%, em Fortaleza.”. DIEESE (06/10/2022): “o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em setembro de 2022, 58,10% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos | Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em setembro de 2022, 66,96% da remuneração para adquirir a cesta básica | o trabalhador de São Paulo, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.212,00, precisou trabalhar 136 horas e 16 minutos para adquirir a cesta básica”. Folha de Pernambuco (Estadão Conteúdo) (19/09/2026): “"R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro" | "Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje"”.

O que foi checado

Flávio dá a entender que, no governo Lula, as pessoas endividadas não conseguem mais fazer compras como antes, sugerindo perda do poder de compra.

As 5 fontes

Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.

  1. Fonte 1 · DIEESE/Conab

    Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos: resultados de setembro de 2026 (abre em nova aba) 09/10/2026 · dado oficial
    “o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas, em setembro de 2026, 50,21% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos. Em agosto, o percentual comprometido foi de 48,46% da renda líquida e, em setembro de 2025, ficou em 49,09%. | Tabela 1: São Paulo 922,51 2,43 61,52 125h12m 9,05 9,53 | A comparação dos valores da cesta, entre setembro de 2025 e setembro de 2026, mostrou que o custo foi maior em todas as capitais pesquisadas, com variações entre 2,61%, em Boa Vista, e 15,14%, em Fortaleza.”
  2. Fonte 2 · DIEESE

    Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos: setembro de 2022 (abre em nova aba) 06/10/2022 · dado oficial
    “o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em setembro de 2022, 58,10% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos | Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em setembro de 2022, 66,96% da remuneração para adquirir a cesta básica | o trabalhador de São Paulo, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.212,00, precisou trabalhar 136 horas e 16 minutos para adquirir a cesta básica”
  3. Fonte 3 · Folha de Pernambuco (Estadão Conteúdo)

    Flávio: Lula está achando que o pobre é otário; pobre é esperto e quer trabalhar (abre em nova aba) 19/09/2026 · veículo de imprensa
    “"R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro" | "Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje"”
  4. Fonte 4 · Folha de S.Paulo (levantamento da 4intelligence com dados do DIEESE)

    Brasil chega às eleições com poder de compra de alimentos acima de 2022 e abaixo do pré-pandemia (abre em nova aba) 03/10/2026 · veículo de imprensa
    “O patamar de 1,8 cesta básica é 11,3% superior ao de agosto de 2022, de 1,62. [...] A partir de 2023, Lula apostou em políticas como a retomada do reajuste do salário acima da inflação, mas o poder de compra permanece em torno de 13% abaixo da média da década anterior à pandemia (2010 a 2019). Nesse período, o piso comprava 2,07 cestas básicas em São Paulo.”
  5. Fonte 5 · IBGE (PNAD Contínua, SIDRA tabela 6390)

    Rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos, trimestre móvel (abre em nova aba) 29/09/2026 · dado oficial
    “Rendimento médio mensal real das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência com rendimento de trabalho, habitualmente recebido em todos os trabalhos (Reais): jun-jul-ago 2022: 3216; out-nov-dez 2022: 3317; jun-jul-ago 2026: 3777”

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