Flávio Bolsonaro, no debate da Band (18/10/2026), às 21h01
“esses gastos malucos da cabeça aí que estão fazendo vocês se endividar”
Ver no vídeo (21:01:07) (abre em nova aba)Veredito
Tem parte verdadeira, mas o ponto central está errado, exagerado ou fora de contexto de um jeito que muda o sentido.
É uma das 110 mentiras entre as 315 afirmações checadas.
O que a checagem encontrou
Mesma ideia, sem o mecanismo dos juros. O endividamento das famílias subiu (49,9% da renda anual em julho de 2026, +1,1 ponto em 12 meses, BC), mas o gasto público é só um dos fatores que o BC cita para o juro alto, não a causa única da dívida das famílias. E a Selic cai desde março (13,75% em 16/09).
O que foi checado
Flávio afirma que os gastos do governo Lula estão fazendo os brasileiros (as famílias) se endividarem.
As 3 fontes
Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.
Fonte 1 · Banco Central do Brasil
Estatísticas monetárias e de crédito – Nota para a imprensa (dados de agosto/2026) (abre em nova aba) 29/09/2026 · dado oficial“No crédito livre às famílias, a taxa média de juros atingiu 61,7% a.a., com aumentos de 1,4 p.p. no mês e de 2,9 p.p. em doze meses (...) Destacaram-se os aumentos das taxas médias de cartão de crédito rotativo (8,7 p.p.) (...) O endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com aumentos de 0,2 p.p. no mês e de 1,1 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda (...) situando-se em 28,7%.”
Fonte 2 · Banco Central do Brasil (Copom)
Comunicado da 281ª reunião do Copom: Copom reduz a taxa Selic para 13,75% a.a. (abre em nova aba) 16/09/2026 · documento oficial“O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. (...) O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a.”
Fonte 3 · Banco Central do Brasil (Copom)
Comunicado da 267ª reunião do Copom: Copom eleva a taxa Selic para 12,25% a.a. (abre em nova aba) 11/12/2024 · documento oficial“A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma dinâmica inflacionária mais adversa.”