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@lulamemesoficial

Flávio Bolsonaro, no debate da Band (18/10/2026), às 20h52

“Você que mora numa favela dominada pelo tráfico: tem arma aí, aonde você mora? Arma ilegal, né? Tem fuzil aí, né? Como é que os fuzis entram?”

Ver no vídeo (20:52:03) (abre em nova aba)

Veredito

FATO PARCIAL

Verdadeiro no essencial, mas impreciso ou sem um contexto que não muda o sentido principal.

O que a checagem encontrou

Muitos fuzis do crime vêm de fora: segundo a PM do Rio, 60% dos fuzis apreendidos no estado em maio de 2025 eram fabricados nos EUA, e a Operação Dakovo, da PF, desmontou um esquema de cerca de 14 mil armas que entraram ilegalmente pelo Paraguai. Falta dizer que uma parte relevante vem de dentro do país. Entre as armas de estilo militar com marca identificada apreendidas no Sudeste (2019-2023), a maioria é de fabricação brasileira (Sou da Paz/LSE), e em 2025 a PF desmontou uma fábrica clandestina em SP que, segundo a investigação, produzia 3,5 mil fuzis por ano para facções do Rio (Operação Forja).

O que foi checado

Premissa da pergunta: os fuzis e as armas ilegais do tráfico nas favelas entram no Brasil pelas fronteiras, e não vêm do mercado legal. A parte de que o governo Lula não fiscaliza as fronteiras é o item FD033-03.

As 3 fontes

Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.

  1. Fonte 1 · TCU

    Acórdão 949/2024 - Plenário (TC 007.869/2023-1, rel. Antonio Anastasia): auditoria do controle de armas de CACs pelo Exército, 2019-2022 (abre em nova aba) 15/05/2024 · documento oficial
    “263. Como resultado, constatou-se que, das ocorrências resultantes em apreensões de armas em SP no período de 2015 a 2020, 3.802 possuem indícios de compatibilidade com armas encontradas no Sigma (peças 175 e 242). [...] o percentual de ocorrências com indícios de correspondências com armas do Sigma é de 7,96% para o período de 2015 a 2020 e de 8,92% para o período de 2019 e 2020.”
  2. Fonte 2 · Ministério da Justiça e Segurança Pública (Pensando o Direito vol. 62; capítulo do Instituto Sou da Paz)

    A Nova Cadeia de Suprimentos do Crime: flexibilização, armas de maior poder de fogo e a 'substituição de importações' no mercado ilícito brasileiro (abre em nova aba) 01/07/2026 · documento oficial
    “Diferentemente do senso comum, que atribui ao tráfico internacional a maior responsabilidade pelo armamento das facções, o mercado legal nacional é a fonte predominante de armas para o crime (vide Tabela 3). No Sudeste, 57,3% das armas apreendidas entre 2018 e 2023 eram de fabricação brasileira.”
  3. Fonte 3 · O Globo (reportagem reproduzida no site do Instituto Sou da Paz)

    Em meio à expansão nacional de CV e PCC, regiões Norte e Nordeste puxam disparada na apreensão de fuzis, aponta pesquisa (abre em nova aba) 11/08/2026 · veículo de imprensa
    “Os dados do estudo apontam para uma possível “substituição de importações”, com o mercado externo perdendo peso para o interno como principal fonte de armas para criminosos. [...] Em maio de 2025, segundo a Polícia Militar do Rio, 60% dos fuzis apreendidos no estado eram de fabricação americana.”