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Flávio Bolsonaro, no debate da Band (18/10/2026), às 20h29

“a gastança do atual governo, a consequência é você se endividar”

Ver no vídeo (20:29:03)

Veredito

MENTIRA PARCIAL

Tem parte verdadeira, mas o ponto central está errado, exagerado ou fora de contexto de um jeito que muda o sentido.

É uma das 110 mentiras entre as 315 afirmações checadas.

O que a checagem encontrou

Aqui ele vai além: diz que o juro da dívida das famílias sobe 'conforme o juros que o governo puxa para cima'. A Selic é decidida pelo Copom do BC, que tem autonomia pela LC 179/2021, e caiu de 15% para 13,75% desde março de 2026; no mesmo período, o juro cobrado das famílias subiu para 61,7% ao ano (agosto), puxado pelo cartão de crédito. O endividamento cresceu (49,9% da renda em julho, +1,1 ponto em 12 meses, BC), e o Copom cita o fiscal como um dos fatores do juro alto, mas apresentar a dívida das famílias como consequência do gasto público é exagero.

O que foi checado

Flávio afirma que os gastos do governo Lula fazem as famílias se endividarem, ou seja, que o endividamento das famílias cresceu por causa dos gastos do governo.

As 3 fontes

Cada fonte foi aberta e lida. O trecho abaixo de cada uma é o que sustenta o veredito.

  1. Fonte 1 · Banco Central do Brasil

    Estatísticas monetárias e de crédito – Nota para a imprensa (dados de agosto/2026) 29/09/2026 · dado oficial
    “No crédito livre às famílias, a taxa média de juros atingiu 61,7% a.a., com aumentos de 1,4 p.p. no mês e de 2,9 p.p. em doze meses (...) Destacaram-se os aumentos das taxas médias de cartão de crédito rotativo (8,7 p.p.) (...) O endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com aumentos de 0,2 p.p. no mês e de 1,1 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda (...) situando-se em 28,7%.”
  2. Fonte 2 · Banco Central do Brasil (Copom)

    Comunicado da 281ª reunião do Copom: Copom reduz a taxa Selic para 13,75% a.a. 16/09/2026 · documento oficial
    “O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. (...) O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a.”
  3. Fonte 3 · Banco Central do Brasil (Copom)

    Comunicado da 267ª reunião do Copom: Copom eleva a taxa Selic para 12,25% a.a. 11/12/2024 · documento oficial
    “A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma dinâmica inflacionária mais adversa.”